O livro, “Historia da Aviação e o Controlo de Tráfego Aéreo”, Lisboa, Editora Pé da Serra
Deixa-se aqui uma “pitada” do livro:
“A história da aviação inicia-se com o lançamento do balão Montgolfieriano, nos finais do sec. XVIII. Após o sucesso deste lançamento, outros progressos técnicos se seguiram, mas, seguramente, nenhum tão marcante como o dos irmãos Wright (Orville e Wilbur). Mesmo no dealbar do século XX, elevam-se nos ares e voam numa máquina mais pesada que o ar. Os enormes progressos técnicos que se lhe seguiram vieram dar mais ênfase à já velha questão da necessidade de estabelecimento de uma autoridade aérea que regulasse a actividade aeronáutica e disciplinasse o uso do espaço aéreo, pondo-o ao serviço de toda a Sociedade. Neste sentido, salienta-se a Conferência de Paris de 1910 e a Conferencia de Chicago em 1944, que influenciam toda a legislação e regulamentação sobre aviação civil a nível Mundial. A história da aviação obteve um grande salto, a nível tecnológico, durante a após a segunda guerra mundial. Paralelamente à evolução tecnológica das máquinas voadoras, encontra-se a evolução legislativa, institucional e de infra-estruturas (…). (…) Falar de aeroportos é falar também de navegação aérea. Assim, a actividade da navegação aérea poderá ser representada por um triângulo onde os vértices são: a estrutura do espaço aéreo, os equipamentos e sistemas e a regulamentação, sedeado pelos factores humanos(…) (…) A sua exigência mental advém da gestão sincrónica milimétrica das aeronaves no seu «pedaço» de espaço aéreo e das multiplicidades de coordenações de recebimento e passagem de aeronaves entre os postos de trabalho adjacentes.
Assim a exigência mental do trabalhador no «controlo radar» decorre da quantidade de acções e tarefas que é obrigado a exercer para gerir um elevado número de aeronaves, enquanto que no «controlo convencional» (…)”, in Bloco Conclusivo